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Pode-se crer na mentira, falar mentira e praticar a mentira.
É o engano em seus diferentes aspectos; nocivo ao ser humano e ofensa grave diante de Deus.*
O diabo é o pai da mentira e a mentira é um instrumento diabólico que o homem usa para sua própria perdição.
O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade pois ele é mau por natureza.**
*{João 8:44} - **{Romanos 1:25; Apocalipse 22:15}
× Íntimo Impessoal versão Somnolence ×
You lie to yourself but you do it so well, that when you speak the truth you no longer can tell. The difference is slim between truth and forswear, but it means everything when you don’t know it’s there. You spout out the truth when you hang with your friends, but when you’re alone, the honesty ends. Your mind races through every single solution... It can’t seem to grasp onto one resolution. So you tell it to rest and fall into a dream, where concepts are simple; things are what they seem. This is what you do best, pretending to be free, to life and its grip and its reality.
- Lido.. demais. Ultima coisa que escrevi eu quero apagar.. Já leu algum do Marquês de Sade?
- Nunca li, mas vi dois filmes... Eu realmente não me interesso por ele. Mas filmes não são completa perda de tempo. Gosto da visão do Neil Gaiman sobre ele, isso sim é legal.
- Nunca vi a visão de Neil Gaiman sobre ele, o que ele diz?
- É meio indireto, mas um dos personagens dele diz algo como "Escrevia sobre as coisas mais doentias e pervertidas do mundo, porque no fundo não passava de um gordinho medroso demais pra fazer qualquer coisa e que morreu virgem".
- Pena que ele está errado, mas é uma boa teoria.
- Estando certo ou errado, interessa-me mais do que as coisas fedorentas do gordinho. Arrependeu-se?
- De que...?
- De escrever o que quer apagar.
- Não é arrependimento... é só que vou ter que ler sempre o que escrevi. Mas ai tive uma idéia, vou escrever outra coisa pra ficar por cima.
- Hmmm... Boa idéia. E já tem alguma idéia?
- Já estou escrevendo.
- Escreva sobre mim.
- Em breve.
- Fale de como eu sou a pessoa mais interessante que você já conheceu. Mas que, no fundo, não passo de um gordinho medroso. E que morreu virgem.
- Eu ri.
- Em resposta, escreverei o mesmo sobre sua pessoa. Aliás, posso usá-la em uma história minha?
- A vontade. Enquanto isso, permita-me escrever sobre você agora.
- Claramente. Espero que você goste do que eu vou escrever. Ainda não sei se será HQ ou conto. Eu precisaria reaprender a desenhar.
- Se for você, eu vou gostar.
- Assim você me acostuma mal. Seria melhor dizer algo como "um verme como você nunca conseguirá ser o campeão do torneio de artes marciais". Isso me motivaria.
- Tenho cara de Itachi? Esqueceu que eu sou a menina que vive sorrindo, que dou risada de tudo?
- Esse é o problema. Você não sorri no MSN, então parece realmente o Itachi.
- Culpe a tecnologia.
- Fiz isso há anos quando eu não sabia pra que servia o tal do computador. Se não pode vencê-la...
- ... junte-se a ela.
- Não, contrate alguém competente para matá-la. Só não juntei grana o suficiente.
- Eu ri. De novo.
- Maldita tecnologia que transforma o riso em algo... algo... que eu não sei explicar.
Então, meus pais viajaram...02. Ler. (Ainda tenho quatro livros intocáveis)
03. Fazer um trabalho da facul. (Dispenso essa...)
04. Comer alguma coisa. (Qual foi a ultima vez que comi algo?)
Lista de coisas que eu estou fazendo agora:
01. Navegando.
02. Ouvindo música.
03. Conversando no MSN.
04. Escrevendo no Blog.
05. Morrendo de tédio.
Me dê dois pares de asas,
e eu te mostrarei o mundo.
Me dê um conversível,
e eu queimarei o asfalto.
Me dê um pouco de emoção,
e eu te mostrarei o que é excitação.
Mê de um lugar confortável,
e eu dormirei calmamente.
Agora, não me dê asas, um conversível, emoção ou a droga de um lugar confortável e depois vá embora sem nem se despedir.

Hoje eu senti falta.
A sua falta.
Mesmo que por um segundo...
Lembra?
E foi você quem quis assim.
Sentou-se na beirada da varanda de taco. O céu havia se fechado como se anunciasse que em breve nevaria como nunca... E como ansiava por aquele frio.Elevou as pernas abraçando-as de forma que seu queixo ficasse sobre os braços enquanto seus olhos observavam a lenta transformação do tempo. O chão já estava coberto pelo branco gélido quando os primeiros cristais voltaram a cair. A imagem começava a se transformar, o jardim antes estático, agora era golpeado pelas plumas que insistiam em cair cada vez mais rápido do céu. Não havia ali espaço para outra cor, a não ser o branco intenso, nem sempre puro, da neve. E se não fosse por aquele que chegava, ela teria certeza disso...
Olhou como sempre fazia: apreciando-o. Era como se ele não existisse. Fosse apenas um sonho que vinha de tempos em tempos para lhe lembrar... do que mesmo? Não importa. Ele vinha. E chocava a neve com as mesmas roupas básicas em tom de cinza e preto e os olhos... eram tudo. Parecia que a neve não conseguia atingi-lo enquanto passava pelo grande jardim, descalço e... quem sabe, descontraído? Não. Obcecado. Era como ele a olhava.
Aproximou-se cada vez mais. Era como se dissesse a paisagem que ficava cada vez mais violenta a sua frente: Afaste-se... não vê? Há algo que eu quero alcançar. - e em seus devaneios, se é que aquilo era possível, ela podia ver a neve abrindo caminho perante os pés do rapaz. Estremeceu por um breve momento, mas teve forças para levantar e se postar naquela posição de "bem vindo de volta", mas sabia que na verdade queria dizer "não me deixe nunca mais". E agora faltava menos de dois metros para ele alcançar a escada da varanda...
Por um momento teve a certeza que a paisagem havia se desfeito, não havia mais nada além depois que ele passava, era como se ele levasse consigo tudo o que tocasse...
"Então me leve com você".
Cruzou as mãos atrás das costas, e deu dois... três... quatro passos? Ele havia subido o pequeno lance de escadas e agora ela estava de frente para aqueles orbes avermelhados. E nesse momento ela esqueceu de tudo: o que havia feito ontem? O que comeu? Qual foi mesmo aquela noticia da TV? E o trabalho pendente da faculdade? Será que meu coração ainda está batendo? Eu realmente... estou aqui?
Abraçou-a. Foi o fim.
- Você se lembra daquela foto nossa? A única que nós temos? Eu havia insistido tanto para que você tirasse...
- Hn...
- Eu tinha... hn.. quatorze? Quinze?
-Treze.
- Ah... - sempre exato - era mesmo, treze.
- . . .
- Estava pensando... quando vamos tirar uma foto dessas novamente...
- . . .
- Não que eu faça questão, é só que.. gosto de lembrar.
- . . .
- Bom, eu... vou indo. Você... - fale alguma coisa - er.. .. ... Tchau.
- Hn..
- . . . - saia logo.. rápido -
- Você.
- Hã??? - surpresa demais, droga! - Eu, o que?
- Minha lembrança.
- Eu...
- Não preciso de mais nada.
- . . . - não se espante, sorria, ande! Droga... -
- . . . Não ia.. sair?
- Não sei se quero mais.
- Não vá.
- Porque?
- Só.. não vá.
- Você não quer que eu vá?
- Fique.
- Mas...
- Eu deveria implorar agora?
- Seria interessante.
- . . .
- Tchau, K.
Sua cabeça rodava. E ela podia jurar que aquele abraço estava atravessando seculos. Estava tão quente apesar do frio ao seu redor, era o que se podia esperar de um humano, afinal. Sentia os lábios dele murmurarem em seu ouvido, o ar quente e tão conhecido assim.. tão perto, mas por algum motivo não conseguiu decifrar aquele idioma, seria o mesmo que o dela? Ela havia perdido a capacidade de entender e interpretar? Mais que coisa... estranha...
Não precisava de lembranças, porque já possuía o seu passado, presente e futuro nas mãos.
- Tadaima.
- Okaeri.
Foi pra longe, como sempre faz. Além da colina cercada por bolotas de algodão bem alvo como num filme que passa na Sessão da Tarde. Sorriu, mas não se viu sorrindo, só sentia que seus lábios se abriam de forma que mostrasse todos os dentes, e no sonho do sono, adormeceu entre as nuvens com uma respiração profunda. E esse, e ela sabia, era o estado em que a gente pensa que "apagou", só que na verdade, nossa alma desprende-se do corpo em busca dos outros seres vagantes...
... e cantamos, dançamos, conversamos futilidades, fazemos novos amigos, discutimos assuntos importantes, falamos outras línguas, aprendemos com os mais sábios... enfim, nos divertimos e em poucas horas, voltamos novamente para o nosso corpo.
E despertou, lembrando-se apenas daquelas nuvens que flutuavam no topo da montanha. Nem passava pela sua cabeça que havia corrido o mundo com tantas outras pessoas que nem ao menos conhecia.
E eles existem.
Me peguei em um dia de tédio total, sem nadinha pra fazer num sábado à tarde, depois de enfrentar duas horas de viagem, uma de ida e outra de volta, ao meu curso de computação gráfica lá no centro da cidade. Cheguei em casa, brinquei com o meu pet, almocei, perturbei meu irmão, lavei os pratos, tomei banho (não necessariamente nessa ordem) e sentei frente ao computador. E aí, parei.Parei porque não sabia o que eu ia fazer naquela máquina. Normalmente teriam várias coisas que eu gostaria de fazer como, por exemplo, brincar um pouco no Photoshop. Isso me lembra que Jack Black (e esse é o nome do meu computador) andava lerdo demais e o programa do Adobe travava sempre que ele, Jack, estava de TPM, o que me fez desistir. Eu poderia assistir a alguma série, mas logo me lembrei de que não havia feito download de nenhuma e se fosse fazer agora demoraria séculos, graças à porcaria da minha internet. Restou para mim o MSN, famoso programa de comunicação instantânea para tímidos e desocupados, mas eu já estava de saco cheio de conversar com pessoas.
É em momentos como esse que eu gostaria de saber a linguagem das máquinas, coisas simples baseadas em seqüências de 1 e 0 ou x e y. Fácil, fácil como na série Kyle XY. E esse detalhe me fez lembrar de um bate-papo que eu tive com uma amiga minha há pouco tempo atrás, em que ela me informou, preocupada como toda boa amiga, que eu era muito anti-social e, se não era, eu andava muito nessa vibe de exclusão. Ora, não era culpa minha se tudo ao meu redor tinha a mesma cara de sempre; não havia nada que me motivasse, nenhuma conversa que me interessasse. Eram sempre problemas com os trabalhos da faculdade, problemas em casa e afazeres no estágio. Eu sempre estava rodeada pelas mesmas pessoas e pelas mesmas conversar chatas... Então PAM!, foi aí que eu tive um insight e resolvi começar a me comunicar, arranjar outras pessoas para conversar. Poxa! Afinal eu faço comunicação social na faculdade, nada mais justo e ainda tenho a satisfação de dinheiro bem gasto. Mas e o tempo, cadê? (E não estou me referindo ao site de busca).
Olhando pra Jack e pra lerdeza que ele emanava, dei um reset lindo na CPU e com ele recebi uma descarga elétrica, claro, de mentirinha. Afinal o que eu tive foi uma idéia: me jogar em sites de relacionamentos. Bom, além de ser prático, não exigia muito tempo e poderia ocupar meu sábado à tarde. Fora a facilidade que era tamanha, já que sempre quando eu acessava meu navegador, encontrava várias opções de sites como esse. Eu já possuía o Orkut, que sinceramente me irritava bastante. Principalmente quando certas pessoas que queriam fugir do MSN utilizavam o Orkut como ferramenta para bate-papo, o que é uma falta de senso lógico. Está claro que aquela janelinha branca que o site oferece é para escrever recados, certo? Recados, people! (<- Insira aqui uma pessoa morrendo por atenção). Mesmo eu comentando, tenho amigos que insistem em utilizar o Orkut como “MSN via página de recados”, e quando eu me irrito com isso, ainda vem me chamar de anti-social ou hiper-organizada, putz! Até no Orkut! Só porque eu não admito ter mais que um número fixo de amigos ou exatamente seis comunidades. Tudo que faço é baseado numa lógica, ter 80 amigos é melhor do que ter 81, pois numero quebrado é bizarro. Enquanto as exatas seis comunidades são pelo fato de que o Orkut só deixa aparecer na página inicial as seis primeiras comunidades do usuário. Mas vê se alguém me entende? Tudo bem, respiro fundo e tolero, tenho minhas convicções de que serei uma boa comunicadora em breve, na rede ou fora dela.
Pois bem, depois que Jack voltou a funcionar, agora um pouco melhor, comecei a procurar outros sites desse tipo e de cara achei o Twitter. Uma graça, diga-se de passagem... Com aquele passarinho tosco e irritante como logo do site, mas tudo bem. Eu precisava me abrir para novos horizontes, essa era a intenção, ou pelo menos eu achava que era. Fiz a conta no Twitter e de cara percebi que não tinha a opção de idioma em português. Tudo bem, assim era bom que eu até exercitava meus três anos de inglês em um curso que nem me lembro o nome, pois as outras opções que tinha era Chinês, mas meu mandarim andava meio tuberculoso (ou em coma) e o Espanhol era muito arriscado usar em tempos de H1N1 (para mais informações, pergunte aos hermanos mexicanos).
O problema veio depois: desvendar os mistérios do Twitter, ou seja, mas pra que merda serve isso? Fiz a pesquisa básica (lê-se: fui ao Google) e consegui captar a mensagem que o site de relacionamento queria passar. Tudo girava em torno da pergunta “O que você está fazendo agora?”. E fim de papo. As pessoas postam aquilo que estão fazendo. É meio tosco, é verdade, afinal você sempre estará digitando no teclado do computador, quando for postar algo que estava fazendo, de forma que a pergunta deveria ser “O que você estava fazendo um segundo atrás?”. Mas, como eu tenho que deixar minha anti-socialidade de lado, aderi ao movimento do passarinho irritante azul.
Não deu muito certo, apesar de eu bater papo (sim, o Twitter abre essa possibilidade) com pessoas como Danilo Gentili, Marcelo Taz, Oscar Filho (integrantes do programa CQC) e até com o guitarrista da banda norte-americana Avengend Sevenfold, Zacky Vengeance, não fiz amigos no Twitter. Ou, pelo menos, pessoas com quem pudesse ter uma conversa duradoura. Porém conheci personagens, ou seja, criaturas dignas de estudos científicos, como O Criador ou, para os mais íntimos, o próprio Deus. Ele possui as quotes mais interessantes que eu já vi como, por exemplo, “Andar sobre as águas é moleza, quero ver Jesus caminhar com um salto de 15 cm” ou “Quer uma luz, filho? Saia, pelo menos por cinco minutos, da frente do computador que verás o Sol” ou ainda “Para pecado não há Crtl+Z, mas, caso se arrependa verdadeiramente, Eu disponibilizo um Ctrl+S”. O cara ainda dispõe de um SAC Divino onde as pessoas postam suas duvidas, reclamações e sugestões como em qualquer SAC. O incrível não é ele responder as questões e sim as pessoas postarem e, pasme, ele já possui mais de seis capítulos de perguntas atendidas, agora olha pra mim e me chama de autista.
Então... Mantive o Twitter, porém tentei outros sites. Já tinha um Blog, mas ele não abre tanto espaço para amizades, ainda mais quando não é muito divulgado. Então fiz um Polyvore, que funciona como um álbum de recortes, e que também não me ajudou no meu objetivo. Tentei o Youtube, mas não tinha vídeos próprios pra postar, de forma que ninguém veria nada de minha autoria, o que complicaria a parte da “comunicação”, certo?. Tentei também o Digg, mas não me adaptei. Até hoje não sei para que diabos aquilo funciona. O Fotolog eu já possuía, mas não sou de pôr fotos minhas na rede, e fotos alheias têm direitos autorais. Muito problemático. O Fanfiction, site onde podemos postar nossas histórias (as chamadas fanfics), baseadas em animes, mangás, TV, filmes etc., ou até histórias próprias, me conquistou há muito tempo. Lembro-me de fanfics minhas que receberam mais de cem comentários, mas meu tempo é curto hoje em dia (e essa será minha eterna desculpa). Eu me descobri mesmo foi no My Space.
O My Space é sensacional, aprovado pela A.T.S.N.1: Anti-social Tentando se Socializar Número 1, vulgo eu. É tipo um site, só que mais vivo. Você tem a parte pessoal, têm suas fotos, suas notícias, seu blog, seus amigos e inimigos (para sua saúde mental, dê preferência aos amigos), os comentários, seus suportes, seu player de música. Ou seja, na tradução literal: Seu Espaço. Ele é uma junção de tudo que já experimentei. E o melhor: com ele eu realmente fiz “amiguinhos”, provando que eu também sou gente, tenho alma e coração apesar de não demonstrar. Essas pessoas que conheci gostam das mesmas coisas que eu e até de outras que eu nunca pensei em experimentar. É claro que de vez em quando aparecia um tarado, mas eu ignorava. Conheci também bandinhas que ainda não se destacaram no cenário musical, mas que têm grandes chances de estourarem por aí. Sem duvida o My Space foi o site de relacionamento mais divertido – sem a intenção de fazer propaganda, pois eu não ganho nada com isso. No entanto, tornou minhas tardes de sábado mais “produtivas” (entre aspas, por favor).
Eu sei que isso não me torna menos anti-social, afinal estou interagindo superficialmente com pessoas que não conheço direito. Mas, pelo menos, posso me considerar uma pessoa comunicativa, já que com tantos sites de relacionamentos (e eu fiz questão de pôr o link de todos no meu Orkut, fica a dica) eu sou a pessoa mais apta a dizer que conhece gente de todo canto do mundo. O problema agora é que passo mais tempo com meus “amiguinhos” virtuais do que com aquela minha amiga (lembra da dita cuja?) que me chamou de anti-social. Ontem mesmo achei um novo site desses de nome Tumblr. Estou contando os dedos para o próximo sábado, quando criarei minha conta e ele se tornará mais um site para minha coleção. Podem me chamar de aficionada por sites de relacionamentos agora, mas eu sinto falta mesmo é do meu bom e velho role play game, pena que a minha mãe acreditou na reportagem da TV Globo, muito prestativa, diga-se de passagem, espalhando por aí que RPG é jogo de adolescentes perturbados, maníacos depressivos e assassinos em potencial. Acho tão lindo isso (<- insira ironia aqui).
PS: Esse texto teve uma das melhores correções gramaticais do Brasil. Obrigada, Puto.
É também uma cidade de anônimos, personagens, profissões estranhas e dos esquecidos.
Em New York, a loja de lingerie Fifth Avenue fica na Madison Avenue; a Madison Pet Shop fica na Lexington Avenue; a floricultura Park Avenue fica na Madison Avenue, e a lavanderia Lexingotn fica na Third Avenue.
...New York é uma cidade de constante movimento seja em Manhattan ou na ponte do Brooklyn, na sede da Organização das Nações Unidas ou na Estátua da Liberdade e, claro, no tão iluminado Times Square: New York é viva.
É também uma cidade de lendas, de grandes tragédias e movimentos políticos; de raças e centros urbanos subdivididos. De ruas paralelas, jornais importantes, bibliotecas gigantescas, arquiteturas fascinantes, altas e baixas bolsa de valores... Enfim, para cada um New York inspira alguma coisa e para mim essa cidade é o meu sinal de promessa.
Dia 18 de Dezembro de 2010, voando de uma cidade ensolarada do nordeste do Brasil diretamente para o frio congelantemente agradável de New York. Primas, corações apertados, suspiros, nervossimo, vontade de chorar e rir ao mesmo tempo. Tempos agradáveis, situações engraçadas, pessoas interessantes, novidades, novos sentimentos, mais risos, dificuldades superadas, problemas com a lingua, muita saudade, vontade de voltar, pouco tempo pra ficar, tantas coisas para ver, outras mais para fazer, solitude enevoada, bares agitados, drinks com gelo colorido, dores nos pés, desentendimentos rápidos, mapas amassados, bagagens lotadas, pouca grana, a lot of snow, ruas movimentadas, ligações perdidas... Passáros sobrevoando o concreto, dever comprido, sonho realizado, promessa paga.


