.'cuz everybody dies but not everybody lives...
...JUST
FLY
FAR
AWAY
~

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I came to win, to fight,
to conquer, to thrive.
I came to win, to survive,
to prosper, to rise.
To fly ~
× Íntimo Impessoal versão Butterfly ×
You lie to yourself but you do it so well, that when you speak the truth you no longer can tell. The difference is slim between truth and forswear, but it means everything when you don’t know it’s there. You spout out the truth when you hang with your friends, but when you’re alone, the honesty ends. Your mind races through every single solution... It can’t seem to grasp onto one resolution. So you tell it to rest and fall into a dream, where concepts are simple; things are what they seem. This is what you do best, pretending to be free, to life and its grip and its reality.
Algo que não é meu, mas vale a pena.
"...Essa roda girando, girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal , trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro O Verdadeiro Amor. Cuidado comigo: um dia encontro.Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou o fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas, envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem.Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro.Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."*Texto de
Caio Fernando Abreu.
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Estudante de Comunicação, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil. Dona de um sorriso indecifrável e de uma cabeleira castanha igual aos olhos. Nem magra, nem gorda, nem um pouco normal e muito menos estranha. Feminista, cínica quando dá, fofa sem perceber, apesar de odiar. Nunca namorou, mas já se apaixonou como toda boa garota aos seus treze anos. Boa aluna, má amiga, e péssima filha as vezes. Fala pouco, observa sempre, opina com certeza. Ainda a procura de um perfil decente que a descreva melhor.
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A garotinha que acredita. Aquela que também mente. A mulher que não sabe amar. O pensamento impaciente. A sonhadora super inconstante e delinqüente. A criadora imprudente. A real e imaginaria. A tola visionária. A que tarda, mas não falha. A vontade que sobrepõe a força. A força que desaba perante raras lágrimas. Aquela que sorri mesmo na tristeza. A falsa incerteza. O querer e o não poder. O olhar e o não ver. O sentir e o não tocar. A mais bela mentira a se contar. Não faço de mim o que sou, mas faço do que sou pedaços de mim. Viver de faces nem sempre é tão fácil afinal, tudo é tão íntimo e impessoal.
Glaucci Enne

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